Em maio 2025, entrou em vigor a nova redação da NR-1 (Norma Regulamentadora nº 1), com um marco importante: o reconhecimento formal da saúde mental como risco ocupacional.
Isso significa que, até 2026, todas as empresas precisarão não apenas identificar, mas também monitorar e mitigar riscos psicossociais em seus ambientes de trabalho — sob pena de sanções.
Consciência corporativa
Mais do que uma exigência legal, trata-se de um chamado à consciência corporativa.
Os números falam por si: os afastamentos por transtornos emocionais aumentaram mais de 30% nos últimos anos, e o Burnout foi oficialmente reconhecido como uma síndrome ocupacional pela OMS.
A pergunta que paira sobre os líderes é: estamos preparados para lidar com o adoecimento silencioso das nossas equipes?
Mudanças na cultura organizacional
Promover saúde mental vai além de oferecer aplicativos de meditação ou massagem no horário do almoço. Exige mudanças reais na cultura organizacional, na liderança e na forma como o trabalho é estruturado.
Algumas ações estratégicas podem — e devem — ser adotadas desde já:
• Avaliação contínua dos fatores psicossociais no ambiente de trabalho;
• Capacitação de líderes para reconhecer sinais de esgotamento e agir com empatia;
• Promoção de equilíbrio entre entrega e descanso;
• Revisão das políticas de metas, jornadas e feedback;
• Criação de canais seguros para escuta e acolhimento.
Pauta de liderança
Em vez de esperar 2026 para agir sob pressão da multa, o momento é agora. Cuidar da saúde mental não é só uma questão legal — é uma questão de sustentabilidade do negócio e respeito às pessoas.
Empresas que colocarem esse tema no centro das decisões sairão na frente. Porque gente saudável entrega mais, cria mais e permanece mais tempo.
Saúde mental não é só uma pauta de RH. É pauta de liderança.
Texto escrito Por Maria Emilia Leme
Maria Emilia Leme é Diretora Vogal do IBEVAR – Job Hunter(contato – mariaemilialeme@outlook.com)
Fonte – Redação IBEVAR