Da Esteira para a Caneta
O brasileiro está cada vez mais disposto a pagar por um atalho para a saúde.
Um novo estudo do IBEVAR em parceria com a FIA Business School, divulgado em julho de 2026, mostra que o brasileiro está deixando a disciplina da academia de lado em favor de um atalho farmacológico-estético para cuidar da saúde.
A pesquisa analisou 22 anos de dados sociais, de 2004 a 2026, e identificou uma virada estrutural: até 2019, o interesse por fitness — academia, dieta, personal trainer — dominava a conversa sobre saúde, mas a pandemia de 2020 inverteu esse quadro, derrubando o fitness com o fechamento das academias e impulsionando temas como skincare, ansiedade e terapia online.
Entre 2023 e 2026, o boom dos medicamentos GLP-1, como Ozempic, Mounjaro e semaglutida, consolidou essa mudança, levando o interesse pelo atalho a atingir o pico histórico do índice, enquanto o fitness perdeu de vez o protagonismo que tinha vinte anos atrás. O estudo ainda mostra que essa preferência é sensível à renda: a cada 1% de aumento na renda média real, o interesse pelo atalho cresce 0,27%, o que indica que a mudança não é apenas emocional, mas também uma questão de poder de compra. A conclusão dos pesquisadores é direta: não é falta de vontade, é que hoje o atalho tem preço, e parte do Brasil está disposta a pagá-lo.
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