Da Canetada
ao Balcão
Caminho Lento e Assimétrico
da Selic Até a Geladeira Nova
Setembro 2026
Como a taxa básica chega à parcela do consumidor, e por que o repasse é mais forte nas altas do que nas quedas.
O estudo avalia como as variações da taxa Selic chegam à taxa de juros cobrada do consumidor e como as defasagens e assimetrias desse repasse afetam o valor das parcelas e as vendas do varejo de bens duráveis. Os objetivos específicos são: medir a intensidade do repasse (em p.p. por 1 p.p. de Selic), identificar a defasagem temporal (1 a 3 meses), comprovar a assimetria entre ciclos de alta e de baixa, mapear quatro subperíodos e extrair diretrizes práticas para o varejo.
Foram usados 185 meses consecutivos de dados oficiais do Banco Central (março/2011 a julho/2026). A metodologia combinou testes de raiz unitária, cointegração de Johansen e modelos de correção de erros vetoriais (VEC), com a série dividida em quatro subperíodos.
Existe uma relação de equilíbrio de longo prazo entre a Selic e a taxa ao consumidor. Em média, cada 1 p.p. de variação na Selic corresponde a cerca de 1,5 p.p. na taxa ao consumidor, mas esse multiplicador varia muito entre os períodos. O achado central é que o repasse é assimétrico: mais rápido e intenso nas altas da Selic do que nas quedas, o que o estudo interpreta como comportamento oportunista do setor bancário.
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