IBEVAR relaciona o resultado aos baixos níveis de consumo e à incerteza do brasileiro em comprometer a renda com gastos mais altos

A taxa de inadimplência de pessoa física deve ficar entre 3,63% e 4,27%, com média estimada de 3,95% para janeiro de 2021. O índice implica em uma retração de 0,34 p.p. em relação ao valor real de novembro e queda de 0,15 p.p. em relação ao valor estimado para dezembro de 2020. Os dados são da Projeção de Inadimplência, do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (IBEVAR).

A pesquisa contempla recursos livres (compras a prazo, créditos fornecidos e cartão de crédito) de aproximadamente 60 milhões de pessoas que votam no Brasil e, destes, a taxa de dezembro implica em cerca de 2,3 milhões de brasileiros inadimplentes.

Segundo o economista e presidente do IBEVAR, Claudio Felisoni de Angelo, o consumo do brasileiro ainda está em níveis baixos e, deste modo, é natural que a inadimplência também diminua. “A baixa confiança do consumidor para gastar funciona como um freio para os índices de atraso acima dos 90 dias. É evidente que, com a procura menor por financiamentos, também cai a fatia de créditos menores e, por isso, a inadimplência não sobe”, explica Felisoni.

O economista avalia a queda de empréstimos como consequência da incerteza, pois ainda sem um calendário de vacina definido a longo prazo, o brasileiro não consegue fazer previsões seguras para este ano. O sentimento se soma à segunda onda da pandemia, ao alto nível de desemprego e ao fim do auxílio emergencial.

Sobre o IBEVAR
O IBEVAR – Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo – é uma instituição sem fins lucrativos, que se propõe a produzir conteúdo no setor de Varejo e Consumo, promover networking entre executivos que atuam nessa área e gerar negócios entre os participantes. O IBEVAR atua em conjunto com o PROVAR/FIA no desenvolvimento dos executivos de varejo. www.ibevar.org.br

Fonte: Revista economia